domingo, 16 de novembro de 2014





Os bioindicadores de qualidade nos ambientes aquáticos

Os ambientes aquáticos constantemente são alvos de agressões contaminantes, isso se deve ao fato de esses ambientes apresentarem uma alta vulnerabilidade. Essas ações são desencadeadas pela complexidade dos múltiplos da água pelo homem que acarretam na degradação ambiental significativa e diminuição considerável na disponibilidade de água apta ao consumo.
            A poluição pode ter origem química, física ou biológica, sendo que em geral a adição de um destes tipos de poluentes altera também as outras características da água, desta forma, o conhecimento das interações nos ambientes aquáticos é de extrema importância para que se possa lidar da melhor forma possível com as fontes de poluição. Atualmente, se usa muito o termo “bioindicadores” para ser uma noção dos níveis de poluição apresentado. Os bioindicadores são espécies ou comunidades biológicas cuja presença, quantidade e distribuição indicam a magnitude de impactos ambientais em um ecossistema aquático e sua bacia de drenagem.
            Para se utilizar bioindicadores de qualidade de água é necessária a obtenção de informações científicas precisas. Especificamente, é necessário saber quais são as comunidades biológicas que devem ser monitoradas em um ecossistema aquático, como monitorá-las, analisar estatisticamente, interpretar os dados e saber os custos da ação. No uso de indicadores biológicos, algumas considerações são exploradas de imediato, é o caso da alteração no comportamento normal de um organismo, com isso se tem o primeiro reflexo de desordens fisiológicas que podem ser usadas como indicadores de contaminação ambiental. Muitas funções comportamentais são essenciais para a viabilidade de populações naturais e, dessa forma, podem comprometer seu equilíbrio ecológico.
            Para entender a dinâmica do uso dos indicadores biológicos, basta compreender que a resposta comportamental do organismo ocorre quando um agente químico, ou outra condição estressante, induz alterações que excedem a variação comportamental normal do organismo. As respostas comportamentais mais utilizadas são aquelas relacionadas às funções vitais como locomoção, alimentação, respiração, comportamento de caça, fuga e proteção. O uso de indicadores biológicos se torna bem mais relevante do que a indicação por meio de práticas químicas que contribuem ainda mais para a poluição dos ambientes em questão.

Fonte: www.portal.fiocruz.br/site/portal.fiocruz.br/files/documents/cap_08_veneno_ou_remedio.pdf

6 comentários:

  1. Bioindicação é o uso de um organismo (uma parte do organismo ou uma comunidade de organismos) para se obter informações sobre a qualidade do seu ambiente ou parte dele. Organismos que são capazes de fornecer informações sobre a qualidade do seu ambiente são bioindicadores.
    Biomonitoramento é a observação contínua de uma área com a ajuda de bioindicadores, os quais neste caso, devem ser chamados de biomonitores. Normalmente, toda observação contínua possibilita uma avaliação semi-quantitativa dos resultados. Usando uma comparação do dia-a-dia: a diferença entre bioindicação e biomonitoramento é a mesma que existe entre uma fotografia e um filme".
    A bioindicação se fundamenta no princípio de que os sistemas biológicos possuem um estado de estabilidade elevada e um equilíbrio dinâmico. Todo sistema biológico, independentemente de ser organismo, população ou comunidade, se adaptou a um complexo de fatores ambientais ao longo da sua evolução. Na biosfera, ele conquistou um espaço e um nicho ecológico, onde ele encontra as condições necessárias e favoráveis à sua manutenção e reprodução. Entretanto, alterações dos fatores ambientais sob influência de estressores antrópicos levam a outros estados de estabilidade. Os organismos reagem, alguns se adaptam, porém, quando ultrapassam sua capacidade de adaptação, eles podem apresentar sintomas visíveis. Neste caso, o reconhecimento da reação do indicador, como um todo, ocorre somente após o aparecimento de certos danos visíveis, como necrose e clorose.
    Em geral, são organismos grandes, sésseis ou de pouca mobilidade, de fácil amostragem, com custos relativamente baixos, elevada diversidade taxonômica e de identificação relativamente fácil (ao nível de família e alguns gêneros), organismos sensíveis a diferentes concentrações de poluentes no meio, fornecendo ampla faixa de respostas frente a diferentes níveis de contaminação ambiental.
    Trata-se de um procedimento inovador e promissor, uma vez que os métodos mais comuns utilizam substâncias químicas que podem contaminar as águas durante a sua análise e monitoramento, o que poderia desencadear uma série de problemas, desde simples intoxicações a mortes. É imprescindível o acompanhamento constante dos ambientes aquáticos, tendo em vista o consumo humano e a saúde das populações.

    FONTE:
    http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agua/artigos_agua_doce/qualidade_da_agua_e_os_bioindicadores.html

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  2. A bioindicação é um processo muito importante de fato. Ela consiste no uso de fatores bióticos para determinar as condições de um ecossistema. Um claro exemplo disso ocorre na nossa própria cidade: é o caso dos aguapés no rio poti. Toda vez que os níveis de poluição do rio aumentam (uma vez que o sistema de esgotamento sanitário existente não atende à toda a cidade), cresce também a quantidade de matéria orgânica disponível na água e, com maior disponibilidade de alimento, os aguapés se reproduzem exageradamente, formando um manto verde sob a superfície da água. Ou seja, quanto mais aguapés, mais poluído se encontra o rio. Toda vez que há um aumento do número de aguapés a prefeitura entra em ação e manda remover as plantas, o que não é benéfico para o rio uma vez que as plantas estão ali consumindo a matéria orgânica em excesso existente, ou seja, contribuindo para limpá-lo.

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  3. Os bioindicadores podem ser indivíduos ou comunidades que se relacionam tão estreitamente com determinados fatores ambientais que podem indicar mudanças ocorridas com esses fatores. Eles podem estar na terra: minhocas e alguns micro-organismos são empregados como bioindicadores da qualidade do solo; no ar: as plantas são excelente bioindicadoras da qualidade do ar, bem como os líquens que são extremamente sensíveis às mudanças atmosféricas; também na água com o conhecido exemplo dos corais e a maré vermelha resultado da poluição marinha. Existem diferentes maneiras de se utilizar o bioindicador: ele pode ser já endêmico daquela área e sofrer ali modificações perceptíveis, ou pode acontecer da introdução de uma espécie pré-preparada para funcionar como bioindicador daquele local. Uma das grandes vantagens do bioindicador é o seu baixo custo.

    Fonte:
    http://www.cetesb.sp.gov.br/solo/informacoes-B%C3%A1sicas/Vegeta%C3%A7%C3%A3o/8-Bioindicadores
    http://www.infoescola.com/ecologia/bioindicadores/

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  4. Como citado, os bioindicadores são seres vivos de natureza diversa, vegetais ou animais, utilizados para avaliação da qualidade ambiental, podendo atuar de maneira passiva, quando estão naturalmente no ambiente ou ativa, quando são colocados por intervenção humano naquele ambiente com intuito específico.
    Os bioindicadores são mais eficientes que parâmetros físico e químicos (temperatura, pH, oxigênio dissolvido, teores totais e dissolvidos de nutrientes, etc) que são verificados para analisar a qualidade da água, por exemplo, sendo que os mais eficientes permitem a diferenciação entre fenômenos naturais e estresses de origem antrópica, relacionados a fontes de poluição pontuais ou difusas.
    Em geral, a poluição da água é algo mais notório e perceptível a olho nu, enquanto a dor nem tão perceptível, e nesse contexto os bioindicadores representam um papel crucial de identificação do imperceptível ao olho nu, como a planta d espécie Cordyline terminalis, vulgarmente conhecida como Dracena, que monitora os fluoretos gasosos, extremamente fitotóxicos, que são emitidos sobretudo pelas indústrias de fertilizantes, de alumínio e de fabricação de vidro e cerâmica. Nesta espécie por efeitos dos fluoretos gasosos, ocorre necroses e cloroses marginais ou apicais nas folhas.
    Mediante os fatos apresentados na postagem e observado eventos que ocorrem próximos a nossa realidade, como os aguapés citados acima, percebemos que o próprio meio ambiente emite diversos sinais pedindo socorro e uma "pausa" para reconstituir-se mas o seu humano simplesmente ignora estes sinais e continua a devastar cada vez mais o seu próprio espaço vital.

    FONTE:
    CALIISTO, MARCOS et al. Invertebrados Aquáticos como Bioindicadores. Disponivel em http://www.manuelzao.ufmg.br/assets/files/Biblioteca_Virtual/invertaquaticos.pdf Acesso 20 Nov 2014.
    Bioindicadores. Disponivel em http://www.cetesb.sp.gov.br/solo/informacoes-B%C3%A1sicas/Vegeta%C3%A7%C3%A3o/8-Bioindicadores Acesso 20 Nov 2014

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  5. Quanto ao uso de bio indicadores há plantas que se concentram em meio aquático e tem preferência por rios de fluxo lento ou lagoas de agua doce, Eichhornia ou aguapé, é um forte indicador de altos níveis de poluição exatamente porque só sobrevivem e se multiplicam em rios ou lagoas onde há muita matéria orgânica, o aguapé absorve e acumula poluentes, funcionando como um filtro na lagoa, o que é positivo. A desvantagem é que, quando em abundância, os aguapés impedem a proliferação de algas responsáveis pela oxigenação da água, causando a morte de peixes e outros organismos aquáticos. Contudo, aguapés em grande quantidade são sempre um alerta para a população. Portanto essa planta quando se prolifera em demasia no ambiente, é um sinal de alerta e indica que o fluxo de água encontra-se poluído, a poluição se encontrado em proporcional quantidade a proliferação de aguapés.

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  6. Os bioindicadores se tornaram uma ferramenta eficiente para o monitoramento de uma variedade enorme de mudanças que estão ocorrendo rapidamente na face do Planeta. Com os bioindicadores podemos avaliar variados tipos de poluição e contaminação, desde aquelas restritas a pequenas áreas, até as mudanças globais, como por exemplo a destruição da camada de ozônio e o aquecimento global da Terra. Assim, percebeu-se recentemente que os bioindicadores possuem aplicações práticas, são alternativas mais eficazes e mais baratas do que sofisticadas análises físicas e químicas, muito mais dispendiosas. Até o início deste século, o número de espécies conhecidas como bioindicadores era pequeno, restrito a umas poucas dentro de cada grupo taxonômico. Atualmente, as pesquisas estão aceleradas e a prospecção de espécies indicadoras se tornou um tema prioritário.
    A vantagem de se utilizar os bioindicadores é que eles permitem uma avaliação mais segura, mais confiável, da qualidade ambiental. As medidas de características físicas e químicas em um ambiente são informações pontuais, como se tirássemos uma fotografia instantânea, apenas um "flash" da situação. Acontece que a qualidade de um ambiente é uma somatória de várias características, de vários fatores; assim, mesmo que o grau de deterioração em cada um dos fatores não seja tão elevado, os seres vivos, ao responderem de uma forma integrada a todos eles, nos informam sobre o conjunto. Eles são o testemunho, pois respondem ao efeito cumulativo de todas as alterações durante um período de tempo mais longo. Por exemplo, os liquens são bons indicadores da poluição atmosférica. Essas plantas, que são formadas pela simbiose de uma alga e de um fungo, são muito sensíveis aos poluentes atmosféricos e vão desaparecendo à medida que aumenta a poluição do ar.
    Fonte: http://www.clickciencia.ufscar.br/portal/edicao17/entrevista1_print.php

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