A atuação dos inseticidas na seleção artificial de
vetores resistentes
O
combate às doenças tropicais no cenário mundial se apresenta como um importante
desafio para os profissionais da área da saúde. No combate aos organismos que
transmitem tais doenças utilizou-se ao longo da história os inseticidas com
propriedades químicas bioacumulativas e contaminantes. No entanto, essa
estratégia leva ao surgimento de populações de mosquitos resistentes, além de
não ser específico, apresentando toxicidade para outros animais além de
prejudicar o meio ambiente.
Os inseticidas tem sido bastante
usados, tanto na agricultura, na pecuária quanto na Saúde Pública. Um dos
principais problemas referente ao uso prolongado se dá pelo aparecimento de
populações resistentes ocasionando assim problemas no controle de vetores. A resistência
aqui citada tem sido detectada para todas as classes de inseticidas afetando
direta e profundamente a reincidência de doenças transmitidas por esses
organismos.
A resistência
a inseticidas pode ser pensada como um processo de evolução acelerada que
responde a uma intensa pressão seletiva, com a consequente sobrevivência dos
indivíduos que possuem alelos que conferem resistência. Dessa forma, a resistência
é pré-adaptativa resultado de mutações oportunas, assim um pequeno número de
indivíduos possui características que permitem sua sobrevivência sob doses de
inseticidas normalmente letais, o inseticida em si não produz uma mudança
genética, mas seu uso prolongado pode selecionar indivíduos resistentes, isso
obriga o homem a buscar inseticidas cada vez mais fortes.
Nos
últimos anos tem se descoberto técnicas alternativas de combate aos mosquitos
transmissores de doenças como dengue, febre amarela e malária, destacando-se,
por exemplo, os bioinseticidas que se caracterizam pelo combate aos insetos sem
necessitar da presença de substancias tóxicas.
Talvez essa prática seja a mais
eficaz no combate às doenças tropicais de maior emergência como é o caso da
dengue, febre amarela e malária, mas as pesquisas ainda estão no inicio e nem
todos os países que sofrem com essas doenças apresentam uma estrutura
tecnológica e científica capaz de produzir resultados satisfatórios. De qualquer
forma, a utilização de medidas de controle devem estar sempre fortemente ligada
a uma campanha de esclarecimento que informe a importância da população no
combate a esse mosquito, evitando sua proliferação, destruindo criadouros.
Fontes:
http://www.fmb.edu.br/revista/edicoes/vol_1_num_2/dengue.pdf
http://scielo.iec.pa.gov.br/pdf/ess/v16n4/v16n4a06.pdf


