quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Convivendo com os agrotóxicos

Em 2008 o Brasil assumiu a colocação de maior consumidor de agrotóxicos do mundo, segundo levantamento realizado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (SINDAG), as vendas de agrotóxicos somaram US$ 7,1 bilhões. Talvez isso se deva ao imenso protagonismo do agronegócio que se preserva basicamente na prática das monoculturas. Sabe-se que nessas práticas as plantações ficam sujeitas ao ataque constante de pragas devastadoras, daí vem a necessidade do uso intenso de produtos químicos no combate a esses agentes.

Os agrotóxicos utilizados no Brasil são classificados de acordo com sua finalidade, sendo definidos pelo seu mecanismo de ação no alvo biológico, sendo os mais comuns, plantas daninhas, doenças e pragas de espécies agrícolas cultivadas. Neste mercado, os herbicidas (48%), inseticidas (25%) e fungicidas (22%) movimentam 95% do consumo mundial de agrotóxicos.
Os problemas gerados pelo uso dos agrotóxicos podem ser devastadores não apenas pelo fato de haver o princípio da bioacumulação, mas há também os problemas gerados durante a aplicação do produto nas plantações. Fica muito difícil alegar que esses problemas sejam decorrentes da utilização, mas sim pelo uso inadequado uma vez que a rigidez e evolução da legislação e do sistema de registro garantem que os produtos colocados à disposição sejam seguros quando bem utilizados.

A contaminação por agrotóxicos é um tema que vem despertando atenção crescente, tendo em vista suas consequências para a saúde humana e o risco de degradação do meio ambiente, causados por seu uso crescente a às vezes inadequado. A toxicidade dos agrotóxicos é variável e depende das propriedades dos ingredientes ativos do produto. Os efeitos dos agrotóxicos podem ser agudo, subcrônicos e crônicos. Esses efeitos podem interferir na fisiologia, no comportamento e na reprodução dos organismos.
A toxicidade se dá em função também do tempo de persistência do produto no ambiente e da relação direta e intensa dos aplicadores nas plantações. Os agrotóxicos podem interferir nos processos básicos do ecossistema, como a respiração do solo, ciclagem de nutrientes, mortandade de peixes ou aves, bem como na redução de suas plantações, entre outros efeitos.


Fonte: TAVELA, L. B.; SILVA, I. N.; FONTES, L. O. O uso de agrotóxicos na agricultura e suas consequências toxicológicas e ambientais. ACSSA, 2011.

domingo, 23 de novembro de 2014





A atuação dos inseticidas na seleção artificial de vetores resistentes

O combate às doenças tropicais no cenário mundial se apresenta como um importante desafio para os profissionais da área da saúde. No combate aos organismos que transmitem tais doenças utilizou-se ao longo da história os inseticidas com propriedades químicas bioacumulativas e contaminantes. No entanto, essa estratégia leva ao surgimento de populações de mosquitos resistentes, além de não ser específico, apresentando toxicidade para outros animais além de prejudicar o meio ambiente.
            Os inseticidas tem sido bastante usados, tanto na agricultura, na pecuária quanto na Saúde Pública. Um dos principais problemas referente ao uso prolongado se dá pelo aparecimento de populações resistentes ocasionando assim problemas no controle de vetores. A resistência aqui citada tem sido detectada para todas as classes de inseticidas afetando direta e profundamente a reincidência de doenças transmitidas por esses organismos.


A resistência a inseticidas pode ser pensada como um processo de evolução acelerada que responde a uma intensa pressão seletiva, com a consequente sobrevivência dos indivíduos que possuem alelos que conferem resistência. Dessa forma, a resistência é pré-adaptativa resultado de mutações oportunas, assim um pequeno número de indivíduos possui características que permitem sua sobrevivência sob doses de inseticidas normalmente letais, o inseticida em si não produz uma mudança genética, mas seu uso prolongado pode selecionar indivíduos resistentes, isso obriga o homem a buscar inseticidas cada vez mais fortes.


Nos últimos anos tem se descoberto técnicas alternativas de combate aos mosquitos transmissores de doenças como dengue, febre amarela e malária, destacando-se, por exemplo, os bioinseticidas que se caracterizam pelo combate aos insetos sem necessitar da presença de substancias tóxicas.
Talvez essa prática seja a mais eficaz no combate às doenças tropicais de maior emergência como é o caso da dengue, febre amarela e malária, mas as pesquisas ainda estão no inicio e nem todos os países que sofrem com essas doenças apresentam uma estrutura tecnológica e científica capaz de produzir resultados satisfatórios. De qualquer forma, a utilização de medidas de controle devem estar sempre fortemente ligada a uma campanha de esclarecimento que informe a importância da população no combate a esse mosquito, evitando sua proliferação, destruindo criadouros.

Fontes:
http://www.fmb.edu.br/revista/edicoes/vol_1_num_2/dengue.pdf

http://scielo.iec.pa.gov.br/pdf/ess/v16n4/v16n4a06.pdf

domingo, 16 de novembro de 2014





Os bioindicadores de qualidade nos ambientes aquáticos

Os ambientes aquáticos constantemente são alvos de agressões contaminantes, isso se deve ao fato de esses ambientes apresentarem uma alta vulnerabilidade. Essas ações são desencadeadas pela complexidade dos múltiplos da água pelo homem que acarretam na degradação ambiental significativa e diminuição considerável na disponibilidade de água apta ao consumo.
            A poluição pode ter origem química, física ou biológica, sendo que em geral a adição de um destes tipos de poluentes altera também as outras características da água, desta forma, o conhecimento das interações nos ambientes aquáticos é de extrema importância para que se possa lidar da melhor forma possível com as fontes de poluição. Atualmente, se usa muito o termo “bioindicadores” para ser uma noção dos níveis de poluição apresentado. Os bioindicadores são espécies ou comunidades biológicas cuja presença, quantidade e distribuição indicam a magnitude de impactos ambientais em um ecossistema aquático e sua bacia de drenagem.
            Para se utilizar bioindicadores de qualidade de água é necessária a obtenção de informações científicas precisas. Especificamente, é necessário saber quais são as comunidades biológicas que devem ser monitoradas em um ecossistema aquático, como monitorá-las, analisar estatisticamente, interpretar os dados e saber os custos da ação. No uso de indicadores biológicos, algumas considerações são exploradas de imediato, é o caso da alteração no comportamento normal de um organismo, com isso se tem o primeiro reflexo de desordens fisiológicas que podem ser usadas como indicadores de contaminação ambiental. Muitas funções comportamentais são essenciais para a viabilidade de populações naturais e, dessa forma, podem comprometer seu equilíbrio ecológico.
            Para entender a dinâmica do uso dos indicadores biológicos, basta compreender que a resposta comportamental do organismo ocorre quando um agente químico, ou outra condição estressante, induz alterações que excedem a variação comportamental normal do organismo. As respostas comportamentais mais utilizadas são aquelas relacionadas às funções vitais como locomoção, alimentação, respiração, comportamento de caça, fuga e proteção. O uso de indicadores biológicos se torna bem mais relevante do que a indicação por meio de práticas químicas que contribuem ainda mais para a poluição dos ambientes em questão.

Fonte: www.portal.fiocruz.br/site/portal.fiocruz.br/files/documents/cap_08_veneno_ou_remedio.pdf

terça-feira, 11 de novembro de 2014



A água e a contaminação por poluentes orgânicos emergentes

A água é fundamental para a existência dos seres vivos, essa afirmação é repetida em nossas vidas desde as primeiras experiências escolares, a evolução desta afirmação se concretiza no conhecimento bioquímico e metabólico que adquirimos, seja ele formal ou informal. Para que a água exerça com eficácia a sua função em nosso organismo é preciso que esteja em condições ideais de consumo. Nas cidades, o serviço de abastecimento de água inclui os processos de separação, filtração e cloração, este último faz com que faz com que pequenas moléculas se associem aos átomos de cloro, tornando-as mais densas que a água e sendo assim possível de serem captadas.
Entretanto, todo esse processo não garante que a água chegue totalmente limpa em nossas residências, inúmeras partículas sintéticas passam imunes a todos esses cuidados e acabam sendo consumidas por todos nós. Essas partículas são chamadas de poluentes emergentes e já são mais de 3 milhões de substâncias orgânicas sintéticas catalogadas que contaminam a água “tratada” que chega às nossas casas. Contudo, esses números não chegam a ser tão alarmantes, pois não chegam a 1% da água que bebemos.
É preciso, porém, reconhecer que muitas dessas substâncias são lipofílicas, e isso faz com que tenham afinidade pelas membranas celulares ou por estruturas químicas como hormônios. Pesquisas recentes indicam a presença de substâncias como progesterona e estradiol, substâncias presentes em medicamentos de caráter anticoncepcional.
A presença dessas substâncias na água que consumimos pode estar relacionada a muitos problemas de desordem hormonal, podendo ser destacado: infertilidade, principalmente masculina, menarca cada vez mais precoce em mulheres e vários outros problemas. A presença dessas substâncias, no entanto, não deve ser caracterizada como um problema alarmante, outros fatores podem ser incluídos para que os riscos se tornem preocupantes. É preciso lembrar que os poluentes orgânicos são cumulativos, com isso, somente as altas concentrações ou o consumo prolongado podem ser classificados como situações de risco à saúde.

Referências
www.portaldaeducacao.com.br/biologia/artigos/23267/poluentes-emergentes-um-novodesafio.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Biorremediação como alternativa para desintoxicação de solos

Certos pesticidas sintéticos, devido a sua toxicidade e bioacumulação, geram efeitos catastróficos de desequilíbrio ao meio ambiente. De particular interesse, estão os compostos que tem alta persistência e que contaminam muito, como os organoclorados utilizados na agricultura. Na busca por alternativas para despoluir áreas contaminadas por diversos compostos orgânicos, tem-se optado por soluções que englobam: eficiência na descontaminação, simplicidade na execução, tempo demandado pelo processo e menor custo. Nesse contexto cresce o interesse pela utilização da biorremediação, caracterizada como uma técnica que objetiva descontaminar o solo e a água por meio da utilização de organismos vivos, como microrganismos e plantas.

A biodegradação é fundamental no comportamento e destino dos pesticidas no solo. A degradação acelerada, após repetidas aplicações de uma molécula estruturalmente relacionada, no solo ou na água, tem sido frequentemente citada em pesquisas. Para que esta ação ocorra é necessário uma população microbiana capaz de utilizar o pesticida como fonte de carbono e energia.

Técnicas de descontaminação de solo ou água em geral são muito caras e normalmente apresentam problemas associados, como por exemplo, a incineração de resíduos que produzem gases tóxicos como dioxinas. O uso de técnicas de biorremediação, através de microrganismos ou a fitorremediação que utiliza espécies de plantas seriam as melhores estratégias. Porém, existem algumas desvantagens também, como: maior dificuldade de aclimatação dos microrganismos, limitações de escala para aplicação in situ, biodisponibilidade na zona saturada, limitações em função de heterogeneidade em superfície, inibição por competidores e a possibilidade de formação de subprodutos tóxicos.

O processo de biorremediação pode ser dividido em duas técnicas:
·           Bioestimulação – quando o crescimento dos microrganismos naturais, indígenos (autóctenes)  são estimulados por práticas que incluem a introdução de oxigênio, nutrientes substância para correção do pH do meio e receptores de elétrons específicos para a degradação da contaminação. Quanto maior a população de microrganismos que degradam o contaminante dentro da área de remediação, mais rápido e mais eficiente será o processo.

·           Bioacumulação – quando há a necessidade de se aplicar microrganismo não indígenos (alóctenes), em locais onde após a contagem das bactérias heterotróficas totais e fungos foi identificada uma insuficiência de microrganismos indígenos ou autóctenes para a biodegradação em questão, mesmo após a tentativa de bioestimulação.

Uma avaliação mais detalhada da área também deve ser realizada para: compreender as populações microbianas presentes no subsolo, identificar a existência de populações microbianas que degradam o contaminante de interesse, identificar as necessidades químicas dessas populações, reconhecer os subprodutos de degradação dos contaminantes de interesse, estimar a taxa de biodegradação, projetar e dimensionar o sistema.


Referências bibliográficas

ASSUNÇÃO, L. P. G.; ROHLFS, D. B. Biorremediação em áreas contaminadas. PUC-GOIÁS. 2012.


www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/agricultura_e_meio_ambiente/arvore/CONTAG01_68_410200710544.

terça-feira, 28 de outubro de 2014



O DDT e mal de Alzheimer

O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca a falência das funções intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social. A doença é progressiva e com a evolução do quadro, causa um grande impacto na vida da pessoa afetando a sua capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. Do ponto de vista neuropatológico, observa-se no cérebro de pessoas com Alzheimer atrofia cortical difusa, a presença de grande número de placas senis e novelos neurofibrilares, degeneração grânulo-vasculares e perda neuronal. Os transtornos na transmissão da acetilcolina e acetiltransferase ocorrem com frequência nas pessoas afetadas.
            O fator genético é considerado atualmente como preponderante na etiopatogenia do mal de Alzheimer entre diversos fatores relacionados. Além do componente genético, foram apontados como agentes etiológicos: a toxicidade a agentes infecciosos, o alumínio, os radicais livres de oxigênio, os aminoácidos neurotóxicos e a ocorrência de danos em microtúbluos e proteínas associadas.
            Um estudo recente mostrou que pessoas que foram expostas ao pesticida DDT apresentam maiores riscos de adquirirem o mal d Alzheimer, não se trata de uma comprovação, mas essa pode ser mais uma peça a se considerar no complexo quebra cabeças da doença. Além disso, ainda é possível encontrar a molécula no ambiente, já que ele se acumula na cadeia alimentar. De acordo com a equipe da Universidade Rutgers (Estados Unidos), liderada por Jason Richardson, depois que o DDT é ingerido no organismo, ele é metabolizado e os produtos dessas reações de metabolização ficam no sangue. O pesquisador descobriu que portadores do mal de Alzheimer que estão em fase avançada possuem altos índices desses produtos da metabolização do DDT.
            A boa notícia é que a partir dessa descoberta, é possível estudar as pessoas que tiveram contato com o DDT em algum momento de sua vida, fornecendo um diagnóstico mais rápido da doença, e até mesmo tentar trata-las antes dos sintomas começarem a aparecer. Os cientistas também viram que não é por que uma pessoa teve contato com o DDT que necessariamente terá o mal de Alzheimer. O DDT não tem o mesmo efeito em todas as pessoas, para desenvolver a doença, a pessoa precisa ter uma predisposição genética, pois sabe-se que o gene ApoE4 aumenta o risco para o desenvolvimento da doença e a exposição ao DDT ainda está associada à presença dos sintomas mais severos da doença. O próximo passo da pesquisa é descobrir como os pesticidas interagem com o gene ApoE4.

Referências

SMITH, Marília de Arruda Cardoso. Doença de Alzheimer. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v21s2/v21s2a03.pdf. Acesso em 28/10/2014.


GOULART, Frederico. Estudo liga o uso do pesticida DDT ao mal de Alzheimer. Revista Eletrônica o GLOBO, 2014. Disponível em: < http://oglobo.globo.com/saude/estudo-liga-uso-do-pesticida-ddt-ao-mal-de-alzheimer-11425100#ixzz2rtIFR9Wj>. Acesso em 28/10/2014.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014






Os fertilizantes orgânicos, os pesticidas e suas relações com os POPs

Os fertilizantes são compostos químicos utilizados na agricultura para aumentar a quantidade de nutrientes do solo e, consequentemente, conseguir um ganho de produtividade. Entretanto, os prejuízos podem acontecer em diferentes níveis podendo até mesmo desencadear sérios riscos à saúde humana. Entre os principais problemas do uso indiscriminado de fertilizantes químicos estão: a degradação da qualidade do solo, a poluição das fontes de água e da atmosfera e o aumento da resistência à pragas.
Inicialmente conhecem-se dois tipos de fertilizantes agrícolas, inorgânicos e orgânicos, estes últimos são amplamente defendidos por vários profissionais pelo fato de utilizarem dejetos orgânicos como restos alimentares ou estercos, dessa forma a concentração de contaminantes teoricamente seria pequena. Entretanto, há a necessidade de se conhecer a composição e a localização onde esses produtos gerados, esse procedimento pode evitar, por exemplo, a contaminação por poluentes orgânicos persistentes.
Os defensivos agrícolas são usados no combate a animais nocivos (insetos e roedores) ou a ervas daninhas e podem alcançar o solo, aí permanecendo por muito tempo, como ocorre com os inseticidas clorados orgânicos, os quais tem alta persistência. A partir do solo, esses produtos químicos são carreados para as águas superficiais ou subterrâneas, com riscos para o homem e outros animais.
Imagine a situação onde uma plantação de soja é tratada com pesticidas que contenham diversas substâncias, destacando-se a presença de organoclorados, esta soja é utilizada na produção de ração alimentar para aves e suínos, estes ao serem abatidas fornecem carne que será consumida por pessoas e parte de suas vísceras juntamente com o esterco são utilizados por agricultores como fertilizantes orgânicos em plantações de frutas, verduras e outros. Observa-se aí um exemplo prático da transferência de poluentes persistentes como os organoclorados em diversos níveis tróficos em uma cadeia alimentar.
Ressalta-se aqui a importância dos fertilizantes orgânicos obtidos por meio de processo de compostagem que integram uma série de medidas que tornam o produto o mais seguro possível. Com esse procedimento, os riscos de contaminação diminuem e os resultados podem potencializar a produção de alimentos orgânicos mais saudáveis.
VAZ (2000) ressalta que os resíduos orgânicos comumente utilizados nas práticas agrícolas (estercos, lodos, lixo urbano, entre outros), de um modo geral, podem veicular microrganismos patogênicos e causar perigo para a saúde pública. Já, os fertilizantes compostos, desde que bem operados, possibilitam o aproveitamento seguro dos resíduos orgânicos, pois ocorre a eliminação dos microrganismos patogênicos durante o processo de compostagem.

Referências

PIRES, Adriana M. Moreno. Avaliação da viabilidade do uso de resíduos na agricultura. Embrapa: circular técnica 19. Jaguariúna/SP, 2008.


VAZ, L. M. S. Crescimento inicial, fertilidade do solo e nutrição de um povoamento de Eucalyptus grandis fertilizado com biossólido. 2000. 41 f. Dissertação (Mestrado em Recursos Florestais) - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Piracicaba, 2000.