segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Biorremediação como alternativa para desintoxicação de solos

Certos pesticidas sintéticos, devido a sua toxicidade e bioacumulação, geram efeitos catastróficos de desequilíbrio ao meio ambiente. De particular interesse, estão os compostos que tem alta persistência e que contaminam muito, como os organoclorados utilizados na agricultura. Na busca por alternativas para despoluir áreas contaminadas por diversos compostos orgânicos, tem-se optado por soluções que englobam: eficiência na descontaminação, simplicidade na execução, tempo demandado pelo processo e menor custo. Nesse contexto cresce o interesse pela utilização da biorremediação, caracterizada como uma técnica que objetiva descontaminar o solo e a água por meio da utilização de organismos vivos, como microrganismos e plantas.

A biodegradação é fundamental no comportamento e destino dos pesticidas no solo. A degradação acelerada, após repetidas aplicações de uma molécula estruturalmente relacionada, no solo ou na água, tem sido frequentemente citada em pesquisas. Para que esta ação ocorra é necessário uma população microbiana capaz de utilizar o pesticida como fonte de carbono e energia.

Técnicas de descontaminação de solo ou água em geral são muito caras e normalmente apresentam problemas associados, como por exemplo, a incineração de resíduos que produzem gases tóxicos como dioxinas. O uso de técnicas de biorremediação, através de microrganismos ou a fitorremediação que utiliza espécies de plantas seriam as melhores estratégias. Porém, existem algumas desvantagens também, como: maior dificuldade de aclimatação dos microrganismos, limitações de escala para aplicação in situ, biodisponibilidade na zona saturada, limitações em função de heterogeneidade em superfície, inibição por competidores e a possibilidade de formação de subprodutos tóxicos.

O processo de biorremediação pode ser dividido em duas técnicas:
·           Bioestimulação – quando o crescimento dos microrganismos naturais, indígenos (autóctenes)  são estimulados por práticas que incluem a introdução de oxigênio, nutrientes substância para correção do pH do meio e receptores de elétrons específicos para a degradação da contaminação. Quanto maior a população de microrganismos que degradam o contaminante dentro da área de remediação, mais rápido e mais eficiente será o processo.

·           Bioacumulação – quando há a necessidade de se aplicar microrganismo não indígenos (alóctenes), em locais onde após a contagem das bactérias heterotróficas totais e fungos foi identificada uma insuficiência de microrganismos indígenos ou autóctenes para a biodegradação em questão, mesmo após a tentativa de bioestimulação.

Uma avaliação mais detalhada da área também deve ser realizada para: compreender as populações microbianas presentes no subsolo, identificar a existência de populações microbianas que degradam o contaminante de interesse, identificar as necessidades químicas dessas populações, reconhecer os subprodutos de degradação dos contaminantes de interesse, estimar a taxa de biodegradação, projetar e dimensionar o sistema.


Referências bibliográficas

ASSUNÇÃO, L. P. G.; ROHLFS, D. B. Biorremediação em áreas contaminadas. PUC-GOIÁS. 2012.


www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/agricultura_e_meio_ambiente/arvore/CONTAG01_68_410200710544.

8 comentários:

  1. A falta de informação na hora de se aplicar pesticidas nas plantações, além de causar a seleção de microrganismos mais resistentes que exigem agrotóxicos cada vez mais fortes, é uma das principais causas que levam a contaminação dos solos e das águas. Devido ao seu poder de magnificação trófica nas cadeias alimentares (sendo que o homem que geralmente se encontra no topo das cadeias acaba sendo o mais afetado), é muito importante que se combatam as contaminações pelos pesticidas e para isso tem-se buscado técnicas que ao mesmo tempo sejam econômicas e que possam ajudar a descontaminar o ambiente. Nesse contesto, a biorremediação surge como uma alternativa que atende a esses dois quesitos, uma vez que se constitui em uma técnica simples: usa-se microrganismos vivos, como bactérias e plantas, na descontaminação. Assim é importante que o governo estimule o uso dessa prática por ser uma técnica natural de despoluição.

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  2. Os processo de biorremediação são realmente uma excelente opção quanto a despoluição. Esse processo ainda se subdivide em dois tipos: bioestimulação e bioacumulação. Além da atuação das bactérias na degradação de pesticidas, elas também podem atuar na degradação de petróleo, por exemplo. Esse processo se dá pelo fato de microrganismos, como as bactérias, utilizarem substratos orgânicos e inorgânicos, como exemplo o carbono como fonte de alimentação. Desta forma, convertendo os contaminantes em CO2 (dióxido de carbono) e H2O (água).
    Um fato interessante nesse quesito de retiradas de poluentes orgânicos do meio é que uma brasileira classificada entre os cinco melhores projetos da "Village to raise a child" da Universidade de Havard, inventou uma espécie de esponja seletiva para conter vazamentos de petróleo.
    Fonte:http://www.brazilianvoice.com/bv_noticias/estudantes-brasileiras-vencem-premio-de-inovacao-cientifica-em-harvard.html

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  3. A utilização de pesticidas ou inseticidas, ocasionam a acumulação trófica de substâncias sobretudo organoclorados, causando uma contaminação dos solos, além de causar repercussões no organismo humano, como alguns inseticidas que são inibidores dos complexos do Ciclo de Krebs na proteína e acabam repercutindo no organismo humano pela "estrutura semelhante".
    O texto apresenta a biorremediação importante para na degradação, redução,
    eliminação e transformação de poluentes presentes em solos, sedimentos e água através de microorganismos ou suas enzimas, fungos ou plantas verdes.
    O processo ocorre geralmente através da respiração aeróbica, ou em condições anaeróbias utilizando compostos orgânicos ou íons inorgânicos como aceptores finais de elétrons alternativos.
    No Brasil, a técnica ainda é pouco utilizada, mas apresentam grandes vantagens e benefícios a ser utilizada nas descontaminação de áreas antes em desuso por produções anteriores, possibilitando um aumento da área de produção.

    FONTE:
    Biorremediação Disponível em http://www2.sorocaba.unesp.br/professor/amartins/aulas/pea/biorremed.pdf

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  4. Os poluentes interferem de forma negativa nas cadeias alimentares, e portanto, prejudica o homem.
    Para tanto, muitos inseticidas têm sido substituídos por microorganismos que prejudicam as pragas. A técnica da biorremediação consiste na aplicação de processos biodegradáveis no tratamento de resíduos para recuperar e regenerar ambientes (principalmente água e solo) que sofreram impactos negativos, mantendo o equilíbrio biológico em ecossistemas. Também é chamada de biotecnologia ambiental, por usar, de forma controlada, processos microbiológicos que ocorrem normalmente na natureza para remover poluentes. Especificamente, a biorremediação atua através da introdução de processos biológicos adicionais para a decomposição dos resíduos que favorecem e incrementam a velocidade do processo natural de degradação. A grande maioria dos compostos orgânicos conhecidos, de origem animal ou vegetal, bem como muitos agentes químicos tóxicos, podem ser biodegradáveis através de técnicas de biorremediação.
    É imprescindível que busquemos e apoiemos medidas e artifícios eficazes e que não interfiram na saúde das populações. Muitos desses poluentes, como o trinitofenol, agem como desacopladores ou inibidores, que inviabilizam a eficácia do ciclo de Krebs, e portanto, a respiração.

    FONTES:
    http://www.uenf.br/uenf/centros/cct/qambiental/ef_biorremediacao.html

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  5. O uso de microrganismos no tratamento dos resíduos químicos jogados no ambiente, resulta da procura de técnicas cada vez mais viáveis de desenvolvimento sustentável, em que se procura técnicas que não agridam o meio ambiente, os problemas geralmente se encontram em criar um ambiente propicio para o desenvolvimento dos microrganismos, exemplo disso são as sementes que vem com bactérias que promovem a fixação do nitrogênio no solo, que é uma substancia indispensável ao desenvolvimento dos vegetais, evitando assim a adubagem química. O homem está aprendendo aos poucos como manejar a natureza, a partir da observação da própria, e escala microscópica, ora, fungos e bactérias sempre degradaram materiais orgânicos no ambiente e porque não usar essa ferramenta em nosso beneficio direto.

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  6. A melhor opção sempre é a prevenção, mas quando o problema já está presente, também é muito importante investir na remediação. Um dos maiores objetivos na remediação de problemas ambientais é encontrar um meio de fazê-lo sem prejudicar outros fatores ambientais, ou seja encontrar uma solução com um mínimo de efeitos colaterais e ambientalmente correta. Dessa maneira, a utilização de micro organismos vivos na biorremediação mostra-se em consonância a essa ideia, já que a utilização de um artificio natural produz muito menos interferência destrutiva em um meio. No entanto, um dos problemas para a biorremediação é a proliferação exagerada e fora de controle do organismo que esta fazendo a limpeza, podendo causar uma descompensação na cadeia alimentar daquele ecossistema.

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  7. A técnica da biorremediação é uma maneira sustentável de recuperar áreas poluídas, já que faz uso de microrganismos e plantas com ação biodegradável para despoluir.
    Um exemplo do sucesso dessa técnica é o rio Tâmisa de Londres, que passou por um período de recuperação após anos de poluição de esgotos e atualmente encontra-se limpo e recuperado graças, também, a biorremediação.
    Para o sucesso dessa técnica, tornam-se necessários: a existência de microorganismos com capacidade catabólica para degradar o contaminante; o contaminante tem que estar disponível ou acessível ao ataque microbiano ou enzimático; e condições ambientais adequadas para o crescimento e atividade do agente biorremediador.
    Além disso, como todo ser vivo, os microorganismos necessitam de nutrientes para sua sobrevivência (nitrogênio, fosfato, carbono, energia e outros minerais). O carbono garante energia e matéria prima para que o microorganismo cresça e possa processar os hidrocarbonetos.
    Fonte: http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agropecuario/artigo_agropecuario/biorremediacao.html

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