A água e a contaminação por poluentes orgânicos emergentes
A água
é fundamental para a existência dos seres vivos, essa afirmação é repetida em
nossas vidas desde as primeiras experiências escolares, a evolução desta
afirmação se concretiza no conhecimento bioquímico e metabólico que adquirimos,
seja ele formal ou informal. Para que a água exerça com eficácia a sua função
em nosso organismo é preciso que esteja em condições ideais de consumo. Nas cidades,
o serviço de abastecimento de água inclui os processos de separação, filtração
e cloração, este último faz com que faz com que pequenas moléculas se associem
aos átomos de cloro, tornando-as mais densas que a água e sendo assim possível
de serem captadas.
Entretanto,
todo esse processo não garante que a água chegue totalmente limpa em nossas
residências, inúmeras partículas sintéticas passam imunes a todos esses
cuidados e acabam sendo consumidas por todos nós. Essas partículas são chamadas
de poluentes emergentes e já são mais de 3 milhões de substâncias orgânicas
sintéticas catalogadas que contaminam a água “tratada” que chega às nossas
casas. Contudo, esses números não chegam a ser tão alarmantes, pois não chegam
a 1% da água que bebemos.
É preciso,
porém, reconhecer que muitas dessas substâncias são lipofílicas, e isso faz com
que tenham afinidade pelas membranas celulares ou por estruturas químicas como
hormônios. Pesquisas recentes indicam a presença de substâncias como
progesterona e estradiol, substâncias presentes em medicamentos de caráter
anticoncepcional.
A presença
dessas substâncias na água que consumimos pode estar relacionada a muitos
problemas de desordem hormonal, podendo ser destacado: infertilidade, principalmente
masculina, menarca cada vez mais precoce em mulheres e vários outros problemas.
A presença dessas substâncias, no entanto, não deve ser caracterizada como um
problema alarmante, outros fatores podem ser incluídos para que os riscos se
tornem preocupantes. É preciso lembrar que os poluentes orgânicos são
cumulativos, com isso, somente as altas concentrações ou o consumo prolongado
podem ser classificados como situações de risco à saúde.
Referências
www.portaldaeducacao.com.br/biologia/artigos/23267/poluentes-emergentes-um-novodesafio.

O tratamento de água teria por finalidade "reciclar" a água que utilizamos e transformá-la de novo. Contudo, a água que recebemos e que muitos bebemos não está totalmente limpa. A ineficácia da limpeza de água brasileira é tão conhecida que certos "componentes" dessa água já são de sabedoria popular. Coliformes fecais, por exemplo, são já bem conhecidos do público. Além dele, metais pesados, micropoluentes orgânicos e pesticidas também estão presentes no líquido. Não bastasse tais poluentes, outros lipossolúveis estão presentes, os hormônios e remédios anticoncepcionais podem causar desordens hormonais e culminar, até, em infertilidade.
ResponderExcluirÉ, portanto, uma fiscalização e melhor análise da água levada a consumo para não colocar em risco a saúde da população.
Fonte:http://www.arazao.net/agua-nao-potavel.html
De fato o tratamento da água é muito importante para retirar a maioria dos poluentes da água que bebemos, embora esse processo não consiga limpar a água 100%, sempre restando alguns resíduos (os chamados poluentes emergentes) na água que chega em nossas casas. E isso é para aqueles que moram na cidade. No campo, onde não existe água tratada encanada, a água utilizada para consumo é aquela retirada de poços, na maioria dos casos. Entretanto, não se sabe que tipo de substâncias e micro-organismos existem no lençol freático de onde essa água veio, por isso é aconselhado as pessoas de comunidades interioranas que fervam a água antes de bebe-la, para assim eliminar os possíveis agentes patológicos que ela possa conter.
ResponderExcluirA água é indispensável para o organismo humano, atuando na composição de mais de 70% do corpo, estando atuante na respiração celular, e como componente do sangue (o maior interlocutor orgânico).
ResponderExcluirNo entanto, muitos rios, lagos, e até mesmo os mares, têm sido poluídos por esgotos industriais, principalmente. E a partir disso, há uma superconcentração de poluentes orgânicos nas águas, podendo haver o aumento da proliferação de algas, e por conseguinte, a morte de peixes e animais, alterando a economia local e a vida das populações locais.
Ainda nas estações de tratamento, a água é misturada com cloro para que haja uma captura de moléculas que se associam, conforme citado no texto, e portanto, uma etapa indispensável em um processo de descontaminação.
A qualidade do líquido universal é um indicador de desenvolvimento humano, e pode afetar diretamente no equilíbrio orgânico do corpo. Dentre os poluentes emergentes, destacam-se os farmacêuticos, produtos de cuidado pessoal, interferentes endócrinos e drogas psiquiátricas (que afetam os hormônios).
É indiscutível a necessidade de conscientização acerca da preservação das águas, que se inicia com o cessar dos despejos de poluentes nas águas, evitando o desperdício de tais produtos, além do desenvolvimento de projetos de despoluição das águas já contaminadas, em prol da fonte de alimentação e economia local.
FONTE:
http://www.usp.br/gpqa/disciplinas/qfl3201/pol_orgap.pdf
Ninguém em sã consciência bebe água diretamente do esgoto, os motivos são óbvios, as substancias químicas ali presente pode levar a maus súbitos e até a morte, no entanto o esgoto não tratado é jogado diretamente nos rios, e com ele vai produtos químicos, microrganismos, resíduos biológicos, urina, fezes... O esgoto é um ambiente rico em diversidade de materiais, é o lixo em vias liquidas, tudo isso cai no curso hídrico, além do esgoto doméstico e industrial, por haver contaminação por agrotóxicos e outros produtos, a grande parte da água que a população consome e usa em seus afazeres é retirada e “tratada” de rios, ou seja, há um processo físico e químico, de filtração e tratamento, no entanto esse processo permite que certos compostos químicos escapem, compostos esses que dependendo de sua concentração podem afetar com mais ou menos gravidade a população. Estudos realizados com micro poluentes em organismos aquáticos, que são mais sensíveis e tem outro metabolismo foi possível identificar danos, como feminização de peixes, além disso estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas (SP), em 2007 defende possíveis efeitos dos interferentes endócrinos na saúde humana e no meio ambiente, incluindo várias espécies animais.
ResponderExcluirfonte:
http://www.odiariodecampos.com.br/pesquisa-aponta-substancias-poluentes-em-agua-ja-tratada-8368.html
A maioria das pessoas coloca a água em um pedestal, como se não pudesse haver nenhum prejuízo pelo seu consumo. Isso é em parte verdade quando a água apresenta boa qualidade, o que não é uma realidade no nosso país. A água, quando não bem tratada, é um veículo para muitas infecções parasitárias, e também para componentes orgânicos nocivos à saúde, como apresentados no texto. Pode parecer assustador, mas a água da torneira apresenta substâncias das mais diversas como dietilftalato,dibutilftalato, cafeína, bisfenol A, estradiol, etinilestradiol, progesterona e colesterol. Alguns desses produtos quando consumidos por longos períodos ou quantidades elevadas podem interferir na fertilidade.
ResponderExcluirEssa situação é consequência desde o péssimo tratamento do esgoto nas cidades, sendo na maioria das vezes jogados diretamente nos rios, e ainda o tratamento da água para ser levada às casas é também precário.
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/dezembro2006/ju346pag03.html
ExcluirDados da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que 783 milhões de pessoas vivem sem água potável, 2,5 bilhões não têm saneamento adequado, e que todos os anos 3,5 milhões de pessoas morrem no mundo por problemas relacionados ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene. São números assustadores, de fato.
ResponderExcluirPorém é ainda mais alarmante que a quantidade de água que é tratada ainda assim não está livre de poluentes. As substâncias químicas que usamos no nosso dia-a-dia, tais como produtos de higiene pessoal, protetores solares, medicamentos, hormônios e outros, normalmente acabam por ir parar nos esgotos. Mas o problema é que estes compostos acabam por dar origem a outras substâncias, as vezes mais perigosas.
Quando os esgotos são tratados, muitas vezes estas substâncias não são removidas e acabam por contaminar o ambiente e as águas. São os poluentes emergentes, e devem ter uma atenção especial já que não são eliminados no tratamento de água e são bioacumulativos.
Fonte: http://rr.sapo.pt/rubricas_detalhe.aspx?fid=194&did=156069
http://caritas.org.br/40-milhoes-de-brasileiros-nao-tem-acesso-a-agua-tratada/25061