segunda-feira, 20 de outubro de 2014






Os fertilizantes orgânicos, os pesticidas e suas relações com os POPs

Os fertilizantes são compostos químicos utilizados na agricultura para aumentar a quantidade de nutrientes do solo e, consequentemente, conseguir um ganho de produtividade. Entretanto, os prejuízos podem acontecer em diferentes níveis podendo até mesmo desencadear sérios riscos à saúde humana. Entre os principais problemas do uso indiscriminado de fertilizantes químicos estão: a degradação da qualidade do solo, a poluição das fontes de água e da atmosfera e o aumento da resistência à pragas.
Inicialmente conhecem-se dois tipos de fertilizantes agrícolas, inorgânicos e orgânicos, estes últimos são amplamente defendidos por vários profissionais pelo fato de utilizarem dejetos orgânicos como restos alimentares ou estercos, dessa forma a concentração de contaminantes teoricamente seria pequena. Entretanto, há a necessidade de se conhecer a composição e a localização onde esses produtos gerados, esse procedimento pode evitar, por exemplo, a contaminação por poluentes orgânicos persistentes.
Os defensivos agrícolas são usados no combate a animais nocivos (insetos e roedores) ou a ervas daninhas e podem alcançar o solo, aí permanecendo por muito tempo, como ocorre com os inseticidas clorados orgânicos, os quais tem alta persistência. A partir do solo, esses produtos químicos são carreados para as águas superficiais ou subterrâneas, com riscos para o homem e outros animais.
Imagine a situação onde uma plantação de soja é tratada com pesticidas que contenham diversas substâncias, destacando-se a presença de organoclorados, esta soja é utilizada na produção de ração alimentar para aves e suínos, estes ao serem abatidas fornecem carne que será consumida por pessoas e parte de suas vísceras juntamente com o esterco são utilizados por agricultores como fertilizantes orgânicos em plantações de frutas, verduras e outros. Observa-se aí um exemplo prático da transferência de poluentes persistentes como os organoclorados em diversos níveis tróficos em uma cadeia alimentar.
Ressalta-se aqui a importância dos fertilizantes orgânicos obtidos por meio de processo de compostagem que integram uma série de medidas que tornam o produto o mais seguro possível. Com esse procedimento, os riscos de contaminação diminuem e os resultados podem potencializar a produção de alimentos orgânicos mais saudáveis.
VAZ (2000) ressalta que os resíduos orgânicos comumente utilizados nas práticas agrícolas (estercos, lodos, lixo urbano, entre outros), de um modo geral, podem veicular microrganismos patogênicos e causar perigo para a saúde pública. Já, os fertilizantes compostos, desde que bem operados, possibilitam o aproveitamento seguro dos resíduos orgânicos, pois ocorre a eliminação dos microrganismos patogênicos durante o processo de compostagem.

Referências

PIRES, Adriana M. Moreno. Avaliação da viabilidade do uso de resíduos na agricultura. Embrapa: circular técnica 19. Jaguariúna/SP, 2008.


VAZ, L. M. S. Crescimento inicial, fertilidade do solo e nutrição de um povoamento de Eucalyptus grandis fertilizado com biossólido. 2000. 41 f. Dissertação (Mestrado em Recursos Florestais) - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Piracicaba, 2000.

7 comentários:

  1. Os organoclorados presentes em defensivos agrícolas são muito prejudiciais, tanto a toda uma cadeia alimentar entre insetos e micróbios presentes nas plantações, quanto aos humanos que são prejudicados por acúmulos na planta e pela magnificação trófica. Além disso, os agrotóxicos podem se infiltrar e contaminar aquíferos, ou sofrer lixiviação e ser carregado, podendo, desse modo, sujar rios e peixes.
    É por isso que fertilizantes orgânicos são os mais aconselháveis. Feitos de esterco de animais e de compostagem de "lixo" orgânico. Estes enriquecem o solo sem prejudicar a saúde, a não ser que, esses estercos estejam contaminados, com bem frisou o texto.
    A poluição e a bioquímica estão intimamente relacionados, quer seja no compostos, quer seja no efeito sobre o metabolismo orgânico.

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  2. A compostagem é uma técnica de aceleração da decomposição de materiais orgânicos, utilizando micro-organismos aeróbicos e heterótrofos como fungos e bactérias, gerando um material rico em minerais e nutrientes férteis. O interessante é que, como existe uma fase chamada termófila, onde a pilha de compostagem chega a quase 70ºC pela liberação de calor na decomposição, ocorre a destruição de larvas e microorganismos patogênicos.
    No entanto, realmente saber a procedência de um animal ou vegetal é muito importante até mesmo para que não se vá contra seus próprios princípios. Alguém que deseje utilizar um fertilizante natural, com restos vegetais e animais, pelo desejo de não danificar o meio ambiente, pode muito bem estar apenas dando continuação a difusão de poluentes se esses restos vegetais e animais tiverem sido previamente contaminados, por exemplo por pesticidas contendo organoclorados.

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  3. Os defensivos agrícolas são muito importantes na atualidade para ajudar no controle de pragas e aumentar a qualidade dos produtos agrícolas. Entretanto o seu uso oferece também inúmeros riscos, uma vez que, se usados indiscriminadamente podem se acumular ao longo as das cadeias alimentares, prejudicando todos os níveis, sendo que os últimos ( nos quais o homem se localiza na maioria das cadeias) são os mais afetados, efeito conhecido como magnificação trófica. No Brasil, agrotóxicos que apresentam alto risco para a saúde da população são utilizados sem levar em consideração a existência ou não de autorização do Governo Federal para o uso em determinado alimento, o que traz risco tanto para os trabalhadores rurais como para os consumidores. Assim, é importante a adoção da prática do controle biológico em substituição aos agrotóxicos, uma vez que para controlar pragas, em vez de substâncias químicas tóxicas, essa técnica se utiliza de predadores dos seres que constituem a praga e que são encontrados naturalmente no ambiente. Essa técnica diminui muito os riscos de contaminação do solo e dos seres vivos.

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  4. Os adubos possuem uma funcionalidade importante para a reposição de sais minerais e demais nutrientes. Para tanto, existem adubos orgânicos e sintéticos. Com atenção aos orgânicos, evidencia-se a sua produção por meio da deposição de restos orgânicos e excrementos mas que muitas vezes não passam por um controle adequado, podendo haver contaminação com larvas ou ovos de parasitas, bem como contaminação com metais pesados ou ainda poluentes permanentes, característicos da magnificação trófica.
    Portanto, é necessário que haja uma ampliação do uso de adubos orgânicos, principalmente por suas inúmeras vantagens como a não contaminação dos solos e das rotações de cultura, mas com o devido controle de sua produção, comopor meio do processo de compostagem, tendo em vista a manutenção de uma temperatura ideal, bem como a não contaminação do composto por agentes nocivos ao cultivo e à posterior alimentação humana.
    No entanto, muitos produtores de adubo visam unicamente o lucro, pondo no mercado produtos aparentemente seguros, mas que podem trazer riscos para a saúde das populações, principalmente se esses compostos orgânicos forem contaminados durante o seu processamento, o que acarretaria a infestação de culturas, animais e seres humanos.
    Sugiro para as próximas postagens uma abordagem acerca da insegurança alimentar em zonas de risco por contaminação de POPs, a bioquímica de seus pratos e os sintomas decorrentes dessa intoxicação.

    REFERÊNCIAS

    Disponível em: mundoeducacao.com/quimica/fertilizantes-quimicos-poluicao.htm Acesso em: 23 de out. 2014.

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  5. Assim como tratado pelo blog O lixo e a bioquimica (residuobioquimico.blogspot.com.br) o lixo pode apresentar diferentes utilidades ao ser humano, e uma delas é a produção de compostos orgânicos, que pelas suas características podem fertilizar plantações das mais diversas modalidades.
    Os pesticidas e inseticidas citados na postagem, apresentam outras desvantagens como a resistência das pragas ao que inicialmente seriam exterminadas de forma simples, porém, assim como o sistema imune adaptativo humano, tais organismos são capazes de aprender e sofrer adaptações para contornar os venenos.
    A resistência dos inseticidas pode estar associado à redução da sensibilidade do sítio ativo que a droga atua, ou reclusão em estruturas insensíveis ou quimicamente inertes ou aumento da destoxificação metabólica, associadas à monooxigenases dependentes de citocromo P450; esterases; Glutationa S-transferases dentre outras...
    É indispensável então, um acompanhamento profissional acerca das melhores metodologias de incremento de produção sem comprometimento da qualidade dos alimentos produzidos, através de iniciativas do SEBRAE, Pequeno Produtor Rural, EMBRAPA e outras políticas que propiciem um produção ecosaudável.

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  6. É certo que nós consumidores diretos, podemos ser e possivelmente sejamos afetados por essa situação de contaminação sem nos darmos conta do perigo a saúde a qual estamos nos submetendo ingenuamente, mas a questão problema e como saber o que consumir, como bem explicado no texto, o solo para que produza bem e seja rentável, necessita produzir bem e para isso a planta necessita das substancias tróficas necessárias para garantir seu crescimento, pois bem, o agricultor se utiliza de técnicas de fertilização do solo, e recorre a adubagem, que pode ser química ou orgânica, muito se comenta sobre a adubagem química, mas a orgânica também simboliza um risco, pois não se pode determinar que no processamento desse tipo de fertilizante ouve ou não contaminação, o mais indicado é que se tenha sempre o auxilio de um profissional treinado, como técnicos agrícolas, que possam aferir a qualidade do adubo, e rastreamento de origem.

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  7. A Revolução Verde, que teve início na década de 20, tem como fundamento o uso de sementes de alto rendimento, fertilizantes, pesticidas, irrigação e mecanização, visando sempre uma maior produtividade agrícola. Essas técnicas tem sido essenciais para garantir a grande demanda de alimentos que a população necessita. Porém, surgem por consequência, alguns malefícios como a problemática dos fertilizantes e pesticidas, como citado na postagem.
    Pesquisa do IBGE alerta o crescimento do uso de fertilizantes no Brasil, já que entre os anos de 1992 e 2012, o consumo mais que dobrou, pulando de 70 quilos por hectare para 150 quilos por hectare vinte anos depois.
    É necessário que se invista, principalmente através de incentivos por parte do governo, no uso de fertilizantes orgânicos e pesticidas biológicos para tentar reduzir os danos causados por essas práticas. Além disso, o consumidor pode também diminuir o impacto ambiental das suas compras, optando, por exemplo, por alimentos orgânicos de pequenos produtores locais.
    Fonte: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/1329-como-o-que-uso-fertilizantes-agricultura-emissoes-desequilibrio-efeito-estufa-problema-aquecimento-global-contaminacao-meio-ambiente.html

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