O DDT e mal de Alzheimer
O mal
de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca a falência das funções
intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social. A doença é
progressiva e com a evolução do quadro, causa um grande impacto na vida da
pessoa afetando a sua capacidade de aprendizado, atenção, orientação,
compreensão e linguagem. Do ponto de vista neuropatológico, observa-se no cérebro
de pessoas com Alzheimer atrofia cortical difusa, a presença de grande número
de placas senis e novelos neurofibrilares, degeneração grânulo-vasculares e
perda neuronal. Os transtornos na transmissão da acetilcolina e
acetiltransferase ocorrem com frequência nas pessoas afetadas.
O fator genético é considerado
atualmente como preponderante na etiopatogenia do mal de Alzheimer entre
diversos fatores relacionados. Além do componente genético, foram apontados
como agentes etiológicos: a toxicidade a agentes infecciosos, o alumínio, os
radicais livres de oxigênio, os aminoácidos neurotóxicos e a ocorrência de
danos em microtúbluos e proteínas associadas.
Um estudo recente mostrou que
pessoas que foram expostas ao pesticida DDT apresentam maiores riscos de adquirirem
o mal d Alzheimer, não se trata de uma comprovação, mas essa pode ser mais uma
peça a se considerar no complexo quebra cabeças da doença. Além disso, ainda é
possível encontrar a molécula no ambiente, já que ele se acumula na cadeia
alimentar. De acordo com a equipe da Universidade Rutgers (Estados Unidos),
liderada por Jason Richardson, depois que o DDT é ingerido no organismo, ele é
metabolizado e os produtos dessas reações de metabolização ficam no sangue. O pesquisador
descobriu que portadores do mal de Alzheimer que estão em fase avançada possuem
altos índices desses produtos da metabolização do DDT.
A boa notícia é que a partir dessa
descoberta, é possível estudar as pessoas que tiveram contato com o DDT em
algum momento de sua vida, fornecendo um diagnóstico mais rápido da doença, e
até mesmo tentar trata-las antes dos sintomas começarem a aparecer. Os cientistas
também viram que não é por que uma pessoa teve contato com o DDT que
necessariamente terá o mal de Alzheimer. O DDT não tem o mesmo efeito em todas
as pessoas, para desenvolver a doença, a pessoa precisa ter uma predisposição
genética, pois sabe-se que o gene ApoE4 aumenta o risco para o desenvolvimento
da doença e a exposição ao DDT ainda está associada à presença dos sintomas
mais severos da doença. O próximo passo da pesquisa é descobrir como os
pesticidas interagem com o gene ApoE4.
Referências
SMITH,
Marília de Arruda Cardoso. Doença de
Alzheimer. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v21s2/v21s2a03.pdf.
Acesso em 28/10/2014.
GOULART,
Frederico. Estudo liga o uso do
pesticida DDT ao mal de Alzheimer. Revista Eletrônica o GLOBO, 2014. Disponível
em: < http://oglobo.globo.com/saude/estudo-liga-uso-do-pesticida-ddt-ao-mal-de-alzheimer-11425100#ixzz2rtIFR9Wj>.
Acesso em 28/10/2014.

O mal de Alzheimer tem atingido várias pessoas ao redor do mundo. Apesar dos malefícios claros da presença notável na sociedade, hoje se investe mais na produção de silicone e remédios para virilidade masculina do que na cura do mal de Alzheimer, o que é vergonhoso por colocar um Marketing Estético acima do bem estar psíquico. A postagem também abordada a influência direta de DDT (diclorodifeniltricloroetano) na deflagração do mal de Alzheimer em pessoas com predisposição genética. Mas não somente esse mal. De acordo com a biológa Rachel Carson em seu livro "Primavera Silenciosa" aponta ligação entre o DDT e o aparecimento de câncer e mortandade de pássaros.
ResponderExcluirFonte: http://meioambientetecnico.blogspot.com.br/2012/03/primavera-silenciosa-silent-spring.html
O Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT) se tornou um dos mais conhecidos inseticidas de baixo custo. E por conta disso, passou a ser usado em larga escala por todo mundo, e posteriormente, foi banido pelos efeitos devastadores ao organismo. Sendo um deles, o ataque neurológico, como indicado neste blog. Uma vez que existem pesquisas que confirmam a influência do DDT no desenvolvimento de uma doença genética amplamente conhecida, e que tem uma sintomatologia relacionada à neurodegeneração.
ResponderExcluirO DDT possui uma propriedade de acúmulo ao longo da cadeia alimentar. E por ainda ser usado, mesmo após proibição pelo Ministério da Saúde e diretrizes da OMS, o agente tóxico é ainda tema de saúde pública, principalmente pela possibilidade de contaminação coletiva, que pode ser desencadeada após um uso indiscriminado da substância. E, portanto, é indispensável a fiscalização constante acerca da produção de tais insumos por órgãos regulamentadores ambientais e de saúde, por campanhas de conscientização, principalmente em áreas de produção, além do desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao manejo sustentável de áreas agrícolas, como a utilização de adubos orgânicos e animais para predação de pragas, ao invés dos inseticidas comuns.
Ainda não é possível utilizar o DDT como marcador para o Alzheimer, mas é sabido que a substância possui um efeito devastador ao longo dos anos, por conta da sua bioacumulação nos tecidos e na corrente sanguínea, por meio de seus resíduos.
Ao perder uma molécula de HCl, por degradação biológica ou ambiental, o p.p'-DDT forma o metabólito 2,2-bis-p-clorofenil-1,1-dicloroetileno, conhecido como DDE. Este composto é ainda mais resistente às degradações que o DDT. Outro metabólito importante formado é o DDD, 2,2-bis-p-clorofenil-1,1-dicloroetano. Há ainda outros: DDMU, DDMS, DDNU, DDOH e DDA3. Este último metabólito é o único que não é lipossolúvel, sendo eliminado pela urina dos seres vivos. O DDE, por ser o mais persistente em organismos vivos, pode servir como indicador de exposição dos seres vivos ao DDT como, por exemplo, peixes de um rio contaminado ou uma pessoa que tenha se alimentado desses, conforme citado no texto
Os pesticidas organoclorados atuam sobre o sistema nervoso central, resultando em alterações de comportamento, distúrbios sensoriais, do equilíbrio, da atividade da musculatura involuntária e depressão dos centros vitais, particularmente da respiração.
Os efeitos do DDT no organismo ocorrem depois de atuarem sobre o equilíbrio de sódio/potássio nas membranas dos axônios, provocando impulsos nervosos constantes, que levam à contração muscular, convulsões, paralisia e morte, o que pode estar relacionado ao alzheimer. Pesquisas futuras poderão esclarecer o que até então é uma hipótese.
AMATO, CLAUDIO D. DDT: Toxicidade e contaminação ambiental - uma revisão. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422002000600017 Acesso em: 28 de out. 2014.
O mal de Alzheimer é uma doença que vem crescendo no cenário internacional, embora ainda não tenha muito enfoque atualmente. Muitos acreditam que pela doença afetar a memória , a pessoa irá esquecer de diversos fatos ao longo de sua vida, mas não é isso que acontece. A doença afeta primeiramente o hipocampo então as pessoas vão esquece de fatos recentes, mas não de coisas que aconteceram muitos anos atrás. Além disso, a postagem também mostrou a íntima relação existente entre o DDT e essa doença, uma vez que produtos da metabolização do DDT no corpo, são encontrados na corrente sanguínea de pessoas com mal de Alzheimer. Isso é importante pois permite diagnosticar antecipadamente a doença e começar o tratamento o mais cedo possível.
ResponderExcluirFONTE: http://noticias.uol.com.br/saude/album/2013/05/29/conheca-alguns-mitos-e-verdades-sobre-alzheimer.htm#fotoNav=2
Conforme destacado, o DDT apresenta grande potencial como pesticida, mas em contrapartida seus efeitos degenerativos no meio ambiente, e em especial, nos organismos vivos, é um dos fatores que tornaram a sua utilização regulamentada e em alguns casos, a sua não indicação.
ResponderExcluirA relação entre o DDT e o Mal de Alzheimer é algo ainda a ser esclarecido, mas já revela mais um fator que torna DDT um grande vilão. O processo degenerativo provocado pelo Mal de Alzheimer provoca a deficiência de diversos neurotransmissores, entre eles a acetilcolina, conforme citado na postagem.
A acetilcolina é um neurotransmissor utilizado pelos neurônios que inervam músculos, assim quando liberada, é aberto um canal de íons que leva a um potencial de ação e resulta na contração muscular. O tratamento consiste na inibição de enzimas que degradam a acetilcolina (acetilcolinesterase). Os inibidores de acetilcolinesterase interagem com a enzima e formam dois produtos: uma excreção e um complexo carboamilado com a enzima, o qual impede a hidrólise da acetilcolina por duração competitiva e duradoura.
A Prefeitura de Teresina, realiza a dispensação de medicamentos para o Mal de Alzheimer, através da farmácia de medicamentos especiais, no Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo - CISLA, que mediante laudos médicos e documentos pessoais do paciente, são cadastrados e podem recebe-las mensalmente, contribuindo com os cuidados paliativos da doença.
FONTE:
http://www.psiquiatriageral.com.br/cerebro/neurotransmissores.htm
http://www.alzheimermed.com.br/tratamento/inibidores-da-acetilcolinesterase-parte-2
O Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT) se tornou um dos mais conhecidos inseticidas de baixo custo, utilizado para combater insetos e as doenças emitidas por eles como a Malária, Tifo e Febre amarela, além de ser usado também por fazendeiros para controlar pestes agrícolas.
ResponderExcluirMas a perspectiva de que esse composto pode agravar os sintomas do mal de Alzheimer trás uma problemática preocupante. Intoxicação por esse tipo de inseticida, especialmente graças a sua bioacumulação nos níveis tróficos da cadeia, aliados a predisposição genética para o mal de Alzheimer podem ocasionar um grau elevado da doença futuramente.
As pesquisas sobre essa doença, que abrange cada vez mais um número maior de pessoas, devem continuar. Mas enquanto isso, medidas públicas devem ser providenciadas para substituir o DDT por outros tipos de inseticida menos danosos.
Fonte: http://www.brasilescola.com/quimica/ddt.htm
Percebe-se que na vida e nas patologias, nada é realmente exato e objetivo. Assim como o álcool não gera o vício em todas as pessoas e nem o cigarro provoca câncer em todos os fumantes, o DDT não provoca o mal de Alzheimer em todos aqueles que tiveram contato com a substância durante a vida. No entanto, tudo isso é um jogo do probabilidades. A predisposição genética significa uma maior facilidade de desenvolvimento da patologia, mas a probabilidade de que realmente seja desenvolvida é aumentada pelas práticas durante a vida, ou seja, quanto mais se tem contato com o DDT, maior a sua probabilidade de desenvolver o mal de Alzheimer e, mesmo que a sua predisposição genética seja baixa, um contato prolongado vai provocar a doença, ainda mais nesse caso em que ocorre a bioacumulação da substancia no organismo. Dessa maneira, é importante o combate à preferência dos lucros ao invés da saúde pública, como ocorre no caso da utilização dos DDT.
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