quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Dioxinas e Furanos: os vilões indesejados nos processos industriais

As dioxinas e furanos são uma classe de compostos químicos amplamente reconhecidos como algumas das substâncias mais tóxicas produzidas pelo homem. Frequentemente reconhecidas apenas como dioxinas, as dioxinas e furanos não tem utilidade própria e são produzidos como produtos secundários indesejados de processos industriais como a fabricação do PVC, a produção de agrotóxicos, a incineração, o branqueamento de papel e da polpa da celulose com cloro e a fusão e reciclagem de metais.
Uma vez lançadas no ambiente, as dioxinas se mostram altamente estáveis podendo se alastrar por grandes distâncias, ao serem incorporadas nos organismos vivos elas se acumulam e apresentam um alto nível de magnificação trófica. Nos animais a sua atuação é mais evidente, pode ser observada em vários tecidos, até mesmo no sangue e no leite materno. Um de seus efeitos mais evidentes se dá durante o desenvolvimento fetal acarretando em deformações físicas e funcionais dos indivíduos, além de ser uma substância altamente cancerígena.
A exposição humana a altos níveis de dioxinas/furanos por curto prazo pode resultar em lesões na pele, como cloracne, e alterações no fígado. A exposição crônica às dioxinas é associada a danos aos sistemas imunológico, nervoso, endócrino e funções reprodutivas. Estudos com crianças indicaram atraso no neurodesenvolvimento e efeitos neurocomportamentais, incluindo hipotonia neonatal.
Sua estrutura molecular básica revela a presença de dois anéis benzênicos unidos por átomos de oxigênio e apresentando dois átomos de cloro em cada uma das extremidades longitudinais. Na estrutura abaixo temos uma das dioxinas mais nocivas à saúde humana, a 2,3,7,8 – TCDD, ou 2,3,7,8 – tetraclodibenzeno-p-dioxina:


As dioxinas são sempre subprodutos indesejáveis, que nunca se produzem intencionalmente, elas provêm essencialmente de processos químicos industriais e processos térmicos (de combustão) especialmente quando estão envolvidas temperaturas baixas, entre 250º- 350ºC, que favorecem a sua formação. Se a produção de compostos relacionados com as dioxinas é praticamente impossível de evitar, a sua redução é possível.
Evitar a exposição a este compostos não é fácil devido à sua ubiquidade mas alguns cuidados podem ser tomados para diminuir o risco. Particularmente em relação às crianças, deve evitar-se que brinquem em solos próximos a fontes emissoras e/ou contaminados em níveis elevados e que coloquem brinquedos sujos na boca. Toda a população deve lavar frequentemente as mãos se está perto de fontes emissoras.

  
A exposição humana a dioxinas tem a ver, essencialmente, com a ingestão de alimentos contaminados. Uma vez que as dioxinas são lipossolúveis e muito pouco susceptíveis à degradação, elas acumulam-se no topo da cadeia alimentar e especialmente nos alimentos mais ricos em gorduras, sendo que a carne de vaca assume particular relevância.

REFERÊNCIAS
GASPAR, Jorge. Dioxinas: origem e efeitos na população humana. 2001. Disponível em: . Acesso em: 08/10/2014.



8 comentários:

  1. Mais uma vez o resíduos de processos industriais se tornam nocivos ao organismo humano. Além de serem cumulativas no organismo por serem lipossolúveis, elas também afetam o sistema imunológico, baixando todas as defesas do corpo, ainda afetam sensivelmente o sistema nervoso.
    Assim como grande parte dos compostos do benzeno, as dioxinas são carcinogênica, ou seja, são desencadeadoras de câncer.
    Outro modo de contaminação, além da ingestão de produtos de origem animal contaminados, é que ele é perigosamente carregado pelo vento. Inclusive há registros de contaminação de pessoas que vivem no Ártico, lugar bem distante dos locais de liberação de dioxinas.

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  2. As dioxinas são organoclorados provenientes de processos industriais, mas também de procedimentos irresponsáveis ou ilegais, como a incineração inadequada de produtos hospitalares.
    Possui efeitos que, a longo prazo, podem desestabilizar a homeostase do organismo, como o decréscimo das respostas imunológicas, assim como a suscetibilidade processos inflamatórios ou cancerígenos. Altera também o pleno funcionamento hormonal, como o da tireoide, alterando a tolerância à glicose, e estando associado, pois, ao quadro de diabetes.
    Não é de interesse dos governos ou das indústrias reduzir a sua produção, uma vez que como produto final de outros procedimentos, a sua diminuição acarretaria em problemas financeiros aos grandes empresários e donos de indústrias químicas.
    É sabido ainda que pode ser transportado a longas distâncias pelo ar, e que sua associação orgânica é perceptível em grande concentração no topo da cadeia alimentar: o homem.
    Logo, faz-se necessária uma intervenção direta aos processos ilegais em que é produzido, bem como um diálogo com as diversas indústrias associadas, como a do PVC, para que sejam estudadas alternativas de produção ou simplesmente, a redução da cota de produção, uma vez que diversas pessoas ao redor do mundo são contaminadas todos os dias, e muitas já estão no nível de máxima toxicidade.

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  3. Postagem interessante. Novamente o homem e suas industrias acabam produzindo compostos que são nocivos à ele mesmo. As dioxinas são muito perigosas pelos efeitos que a exposição causa (deformações físicas e funcionais em bebes, além de ser uma substância altamente cancerígena) e pelo perigo da magnificação trófica (se acumula ao longo das cadeias alimentares). Um estudo recente apontou que a população de países industrializados já está (ou estão próximos) dos níveis de dioxina que pode ocasionar efeitos maléficos sobre na saúde. Dessa forma é muito importante saber como se precaver para que esses níveis não se elevem mais. A melhor forma de controlar e prevenir a liberação da dioxina é por meio da incineração adequada de material hospitalar e doméstico. Já a melhor forma de prevenir a exposição a esta substância é por meio do controle de processos industriais para diminuir a presença de dioxina nos alimentos.

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  4. As dioxinas e furanos são substâncias nocivas e que estão presentes em nosso cotidiano, pois são oriundas da indústria. Como foi dito são produtos secundários que quando lançados no meio ambiente trazem muitos prejuízos à cadeia alimentar que inclui o próprio homem.
    Acho que é preciso ter maior fiscalização dos órgãos governamentais e também da sociedade, pois tais produtos podem acarretar problemas ao meio e ao homem a curto e longo prazo.

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  5. Conforme gráfico apresentado na postagem, as queimas, seja ela caseira ou não, representa a maior parcela da emissão das dioxinas, que conforme supracitado, trazem inúmeros consequências patológicas ao homem, sobretudo às crianças em desenvolvimento.
    Mesmo que parassem hoje de produzir dioxinas, ainda levariam cerca de 30 anos para que o níveis no corpo humano fosse minimizada consideravelmente. Segundo a Empresa de Soluções Ambientais Ecycle, como alternativa, algumas empresas tentaram substituir o cloro nos processos industriais utilizando dióxido de cloro, meno nocivo, ou também substituído por oxigênio, peróxido de hidrogênio e ozônio utilizado nas indústrias de papel e celulose.
    O grade desafio em todos os eixos de atuação é balancear práticas saudáveis ao meio ambiente, ao homem, através de avanços tecnológicos considerais e potenciais, assim, pensar no equilíbrio das relações, é o fator determinante para o progresso.

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  6. O risco de contaminação se torna maior devido ao acumulo das dioxinas a medida que se avança de nível trófico na cadeia alimentar. Essas toxinas, já que não são processadas pelo corpo, acabam por se acumular principalmente no fígado dos animais, como vimos em sala de aula, sendo portanto, um alimento a ser evitado.
    O homem precisa repensar os mecanismos industriais para evitar ou ao menos reduzir a produção desses poluentes que tanto lhe são nocivos.

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  7. Pelos problemas ambientais e de saúde, tende-se muito a culpar tanto o governo como as grandes industrias, que é omisso e que poluem o ambiente, respectivamente. No entanto, no caso da produção de dioxinas, o gráfico mostra com clareza como a população em geral é a principal fonte. A falta de consciência, a pressa, o individualismo e até mesmo o egoísmo faz com que seja uma prática muito comum as queimadas propositais, como por exemplo a queimada do capim de um quintal, ao invés de retirar normalmente, assim como a queimada de grandes plantações para a troca de produto a ser plantado. Com certeza, todas as pessoas que promovem as queimadas tem consciência de que é uma prática errada e que causa prejuízos tanto à natureza como às pessoas, mas para a população em geral, a produção de dioxinas e ainda a sua enorme nocividade ao organismo humano são desconhecidos. Dessa foma é importante uma maior disseminação dessas ideias e ainda maior fiscalização e punição para queimadas propositais.

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